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Page history last edited by Patricia Bárbara Lopes 3 years ago

EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

 

 

MEU DOSSIÊ DE INCLUSÃO

 

 

 

Durante a minha história como professora já tive o privilégio de trabalhar com alunos considerados inclusão. Já lá no meu estágio, em 1992, quando eu ainda não ouvia falar em inclusão no Brasil, eu tive um aluno que hoje seria considerado inclusão, por suas dificuldades de aprendizagem, saúde debilitada por uma síndrome que não sei especificar, problemas pscicológicos por ter sido abandonado pela mãe, enfim. Na época ele tinha 13 anos e estava na 3ª série. Tenho boas recordações dele, embora tenha sido difícil pra mim, estagiando, sem esperiência, ter que lidar com alguém especial. Só sei que nós criamos um vínculo forte. Há dois anos o encotrei e ele não conseguia disfarçar a alegria de me rever, e eu também não. Já está um homem, mas no seu rosto permanecem os traços de moleque daquele tempo. 

 

 

Depois do Jordani*#, já em tempos de inclusão, tive a Rita*, síndrome de down, 22 anos, mas uma menina, muito meiga e amorosa. Isso foi em 2004. Ela frequentava a APAE e era esforçada, copiava e tentava fazer as atividades, mas não progrediu, sendo que não estava alfabetizada. Lembro que o principal objetivo meu e da escola era mantê-la socializada com outras crianças e pessoas. Todos gostavam muito da Rita. Pena não ter foto dela para mostrar.

 

 

Em 2006 recebi na minha lista de alunos a Liane*, 15 anos, no seu diagnóstico médico constava apenas "deficiente mental", sem especificar a deficiência. Ela frequentava o NAE (Núcleo de Atendimento ao Educando), lia com dificuldade e escrevia algumas palavras básicas, memorizadas. Demonstrava uma carência afetiva, sendo que estava sempre próxima de mim. Alguns alunos precisaram aprender a respeitá-la, pois ficava braba e até agressiva quando lhe debochavam por suas dificuldades. Mas a maioria a defendia e gostava dela. 

 

 

Ano passado trabalhei com três alunos de inclusão na mesma turma de 3º ANO. A Daniela*, a Lisane* e o Roni*. Cada um com características bem distintas. A Daniela, com 13 anos, não aprende a ler e escrever. Acredito que seja um caso de dislexia, mas já havia sido encaminhada anos atrás e foi parar na APAE, onde não frequentou. Depois foi encaminhada para o NAE e também não foi. Falta apoio da família, ela está desmotivada e tem vergonha de estar uma mocinha e estar entre os pequenos. seus interesses são bem outros.

A Lisane, também 13 anos, visivelmente tem alguma deficiência mental, juntando-se a isso problemas emocionais e carência afetiva. no entanto, já sabe ler, com dificuldade, mas a ponto de interpretar o que leu. Apresenta dificuldade de aprendizagem, sendo mais lenta para compreender e desenvolver as habilidades. O Roni, 11 anos, foi diagnosticado anos anteriores com hiperatividade, mas atualmente não é isso que demonstra, creio mais em défti de atenção e proplbemas psicológicos relacionados a família desestruturada, pai alcoólatra e agrassivo. Isso se reflte na incapacidade de concentrar-se nas atividades, começa fazendo correto, e termina com erros, dificuldade de interpretação e coerência nas produções textuais, também na sua agressividade com os colegas e grande necessidade de chamar a atenção.

 

 

Inicio meu dossiê fazendo um breve relato dos alunos de inclusão que já tive. As dificuldades e angústias mencionarei em uma próxima postagem. 

 

INCLUSÃO E ANGÚSTIAS

ESCOLA INCLUSIVA 

 

* Alguns nomes foram mudados.

# Haviam fotos, mas achei melhor não postar, por questão de direito de imagem.

 

 

Comments (2)

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 8:37 pm on Apr 7, 2009

Ola, Patricia, é bom saber que ja tens experiencia em inclusão, espero que a disciplina, de subisidios para te ajudar na tua pratica.
Abraços
Maria del Carmen

liliana said

at 9:34 pm on Apr 22, 2009

Patricia
que experiência!
poderias nos contar mais sobre como é ter 3 alunos com necessidades especiais na mesma turma? tinhas alguma ajuda? que tipo de atividades desenvolvias? como foi o ano letivo? os alunos tiveram progresso de algum tipo? que estratétias utilizavas com o aluno hiperativo e quais com o def. mental...como conciliavas os tempos e a organização da classe? (uma vez que essas duas necessidades são bem diferentes)
abraços
lili

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